sexta-feira, 13 de março de 2009

Nem por dor, nem por amor.

(Créditos da Imagem: Discovery Brasil)

Homem não chora. Nem por ter, nem por perder.
Todo homem sabe o que essa frase significa. Para a sociedade em que vive, para os lugares que frequenta, para seus pais, amigos, namorada (caso tenha uma) e, principalmente, para si próprio.
Chorar significa fraqueza. E um homem não pode ser fraco! (?)
Das tantas vezes que já me peguei chorando, com ou sem porquê, uma das mais significativas foi aquela em que resolvi olhar no espelho. É sério.
Você que se pega chorando, aos prantos que chega a soluçar, experimente olhar no espelho! Se for ao menos um pouco parecido com o que aconteceu comigo, você vai parar. Sim, pois não há coisa mais feia que um homem chorando.
Sua expressão, seus traços, aqueles olhos vermelhos ali cheios de lágrimas e a boca curvada como um arco-íris (em seu formato estético, não em sua beleza) é uma combinação de assustar qualquer um. E a cabeça que pensava naquela situação se esquece de tudo, na hora, e sente vergonha. Sim, vergonha! De ter sido fraco, mesquinho, sem punho.
Desde que o mundo é mundo e nossos primatas caçavam, iam à luta, enquanto suas "esposas" estavam em seus respectivos lares a cuidar dos filhos, é que está gravado na testosterona a frase inicial deste pensamento.
E desde que surgiu o "Manual do Cafajeste" é que os homens desaprenderam definitivamente a chorar. Não por não quererem ou não sentirem vontade, mas por serem obrigados. Porque não chorar é um parágrafo deste artigo do manual que diz que quem vai chorar é ela, a mulher (ou vítima, como preferir).
E é por essas, e talvez por muitas outras, que continuaremos a nos esconder. A chorar no quarto escuro ouvindo aquela música, dirigindo pelas ruas (ouvindo a mesma música!) ou talvez, se tivermos coragem, chorarmos até chegar em frente ao espelho.

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