quinta-feira, 16 de abril de 2009

Fanatismo.

(Créditos da Imagem: Triplov)

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio do Fim!..."

Eu ja te falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto.

*Acima, uma das que me fazem dedilhar com mais intensidade o violão nas noites difíceis. Porque cada frase isolada desta poesia ja me fez emocionar por alguma coisa. Fosse por medo, por dor, por saudade, por ciúme e por amor.
Para quem não conhece a versão tocada, recomendo
aqui e/ou aqui.

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