sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mais 30

Alguém já deve ter dito que todo amor é difícil. Sim, já devemos ter lido em inúmeras obras inclusive daqueles consagrados a quem mais confiamos nossos anseios.
Eles estando errados, ou não, tudo ficou muito mais difícil quando eu descobri que era amor. Foi nesse dia que eu comecei a lutar tanto, e continuo.
No meio dessa luta toda, muita dor, muitas lágrimas, e também muita inspiração.
Abaixo um dos meus preferidos, escrito bem no dia da imensa dor de perdê-la para o mundo. Em um deles.

Mais 30

Dê-me mais 30 amor,
Dê-me tudo.
Me dê amor, torpor do êxtase,
Silêncio dos passos.
Corredor escuro.
Não bata a porta! Me dê amor.
Não era sono, era charme.
Era o truque por trás da orelha,
A flor que não morre, o amor que floresce,
O sorriso blasé e o sorriso atrasado,
O aperto no peito e o corpo marcado.
É a luz deste rádio,
É o falhar do carro.
Dê-me o seu terreno, seu telefone,
Sê tensa no fim da noite, toma meu café, lembra meu nome
Me contra no lugar marcado, morra de medo, fale baixinho
Você é estranho.
Vai, não atende. Mas volta,
E pinta essa aliança, casa-me.
Durma no meu peito, abraça-me.
Por mais 30, e mais 30.

(escrito em 25/11/2008)

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