segunda-feira, 11 de maio de 2009

O prezar

Desde que decidiu, por si só
Relevar toda essa loucura
É que tento dizer, solo
Em poesia, em verso e candura
O quanto me alivia a alma
Ver em ti, qualquer doçura

Quero também dizer-te
Que quando vou, tão distante
Minutos tornam-se meses
Nesse sutil instante
Em que ligo pra saberes
Da saudade cortante

E assim torno-me escravo
Do sonho e do meu caderno
Do lápis pouco apontado
Em que lhe dedico versos
E do café apressado
(Que me faz sempre acordado)
Pra te manter por perto

Pra que o melhor venha sempre
E que é preciso algum sonho
E que o melhor pra gente
Fique dentro de um conto
Que conte, cante e não pense
Em um talvez desencontro

Desde que decidiu, por si só
Quero também dizer-te
E assim torno-me escravo
Pra que o melhor venha sempre

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