quinta-feira, 21 de maio de 2009

Wake up.

(Créditos da Imagem: Jujubas e Marshmallows)

Tenho tido sonhos cada vez mais lúcidos.
Além de possuírem algumas características repetitivas, noite após noite, meus sonhos têm sido cada vez mais intrigantes e este fato me paralisa a cada respectiva manhã.
Sinto como se meu subconsciente estivesse tentando se comunicar comigo dessa forma, me mandando sinais e símbolos para que eu entenda, abstraia e assim consiga resolver o que - insconscientemente - está me incomodando. Entretanto, acredito eu, não estar obtendo êxito nessa interpretação.
São diferentes cenas, porém todas querendo dizer (penso, que) a mesma coisa. Por exemplo: sonhei que estava andando pelo trilho de um trem, mas que tinha que atravessar um determinado local que estava interrompido, quebrado e sem ponte, onde abaixo havia algo parecido com um penhasco. Na outra noite, sonhei que estava atravessando o oceano e, em uma terceira noite, que rodava e rodava pelo centro da metrópole, até chegar na costa, onde havia também o oceano. Atravessar, chegar até lá, superar o caminho, não importando quão longo ou perigoso possa parecer. Será?
O curioso também é a minha habilidade - de dentro do sonho - em tomar minhas decisões, raciocinar e definir diferentes destinos e caminhos. Com total lucidez e controle consigo ir para onde quiser, e as pessoas/lugares/características vão se transformando e se moldando, cada vez tentando trazer alguma mensagem - aposto. Dentro dessa habilidade incluo a de acordar, a hora que bem entender, o que me deixa frustrado pois uma vez acordado, perco o foco e o suposto sentido que poderia encontrar ali dentro.
Me intriga a quantidade de atributos que meus sonhos possuem. Se eu vejo um objeto, ele tem cor, forma, tamanho, peso, cheiro, entre outras qualidades. Porém tudo bem definido. Algo parecido com um capítulo de um livro, um episódio de série ou qualquer coisa que possua começo, meio e fim, onde tudo é bem descrito e não tão bem organizado.
Isso tudo, sem citar a não objetividade dos fatos. Coisas sem explicação acontecem, como carros batendo, uma pessoa passando correndo ou um telefone tocando sem que eu consiga enxergar quem é no visor. E é nestes eventos abstratos que tento me concentrar pela manhã, para que não se percam em meus pensamentos, e assim eu possa interpretá-los em diferentes formas durante o dia. Tem sido difícil.
No campo real, muita coisa diferente tem acontecido. O fim de determinados ciclos se anuncia, e consequentemente o início de outros tão importantes quanto. O esclarecimento de algumas informações e, com isso, algumas preocupações. Alguns sentimentos meus, naturais, vêm sendo alterados por fatores externos e isso sim tem me preocupado muito.
Como me disseram outro dia, prepare-se, pois a verdade que você ainda não viu, você verá. É por essa verdade que estou aguardando, para que seja esclarecido cada item em questão ou para que, mesmo que sem alguma objetividade, deixe de me incomodar. Para que eu, enfim, acorde.

2 comentários:

Felipe disse...

E o que são os sonhos senão uma realidade alternativa? Sonhar nos ensina tanto quanto (ou mais) do que viver, porque é aí que descobrimos como verdadeiramente são as coisas à nossa volta, enquanto estamos livres das influências externas e das armadilhas dos sentidos.

abraços!

VelhoSantiago disse...

Tenho que pensar que vc conhece o filme Wake up, hun? Se não, fica como sugestão, meu velho. E tenho também um texto sobre sonhos, sobre como sonhar e estar acordado, diz que com treino dá. Mas não ensina sobre o que sonhar. Mas isso tua alma boa deve dar um jeito. O texto é um pdf e está para ser visto online:

http://www.scribd.com/doc/6673655/Sonhos-Lucidos-Stephen-LaBerge

Bons sonhos. E se me ver por lá, não esqueça: aquele abraço desde já!