quarta-feira, 22 de julho de 2009

Brow.


Bergman. Era o que eu precisava ontem a noite. O sétimo selo, mil vezes. Como eu pude partir assim? Será que as repetitivas despedidas foram suficientes, ou faltou alguma coisa a dizer?

Encostado no balcão de um bar qualquer, a muitos kilometros de lá, olho para o copo e também para um vidro sujo que exibe meu reflexo. Alternadamente, me vejo no copo e vejo a cerveja dentro dos meus olhos. E me lembro das segundas-feiras intermináveis, das terças propícias e das quartas exclusivas. Parecia que eu não tinha relógio e isso era fascinante! Entrar as 8h da manhã era apenas a obrigação, sem exceções, cumprida.

E naquela vez do trem? Uma das fotos mais bonitas que eu não tirei. E tinha lá alguém para me ensinar que existem determinadas cenas que não devem jamais ser transcritas em um pedaço de filme. Falado bem difícil, assim, mesmo. Porque o número é 3 (ou seria 2?).

Não há como medir o melhor e o pior deste todo. Dos mil exemplos de melhores momentos, prefiro não citar nenhum. E mentalizar todos eles a cada cerveja, coca ou café que eu tomar aqui sozinho. Porque para mim não é triste dizer que, embora pareça maleável e tenha sempre muitos amigos, lá eu tive alguém que foi mais que isso: foi cúmplice.

Você que me apresentou o Bergman, aquele do xadrez. Também a terra do nunca, penny university, M. Chao, e lá vem mais de mil eventos. Isso não é um "obrigado", pois da minha gratidão você conhece bem. Isso é mais: é um grito de socorro.

Pois somos, um do outro, testemunhas de tudo o que há de certo e de errado na retaguarda desse teatro todo. Só nós conhecemos os bastidores, aliás, nós e cada uma das mesas, copos, xícaras, estradas e enfim, redundantemente, mais de mil itens. Inclusive as portas do carro. Onde quer que você esteja, meu grande amigo, que se lembre dos outros mil fatos que eu me esqueci.

E que me ligue pra falar que lembrou, mesmo as 5 horas da manhã, pois você sabe que eu farei o mesmo.

Te encontro no café. Do lado.

2 comentários:

Naakey disse...

QUE LINDOOOOOOOOOOOO *-*

Renato Menezes disse...

Tentei formular dizeres capazes de traduzir minha emoção, mas percebi que certos sentimentos são indescritíveis. A saudade que sinto potencializa a importância dessa amizade para mim e também para você, eu sei. O que sinto é a conseqüência do cultivo de algo verdadeiro, que não se perderá com a distância. Somos aquilo que somos e assim seremos. Obrigado pela companhia e pela constante e inexplicável sintonia.