quarta-feira, 1 de julho de 2009

Desilusão.

(Créditos da Imagem: Broxa Music)

Hoje no meio da tarde tirei a conclusão: estou desiludido com a música.

Nunca falei sobre isso aqui, mas quem me conhece sabe que sou músico, e quem me conhece melhor ainda sabe e compreende como a música sempre tem influência em minha vida: nas atitudes, no comportamento, no modo de pensar, de falar, de analisar as coisas.

Há quem pense que não - infelizmente - mas eu acredito que isso faz qualquer um ser uma pessoa melhor. A música sempre me fez bem, me fez sentir boas emoções, mais completo.

Entretanto, hoje eu percebi, que as coisas têm ficado diferentes para mim.

Ouvindo uma rádio horrível é que percebi o quanto a música popular está ridícula indo de mal a pior. Não gosto de discriminar estilos, acredito que cada um tem direito a ouvir o que achar que deve, independente de qualquer circunstância. Mas estou falando do meu gosto, não é mesmo? Então me permito.

Pois bem, já não bastava concatenarem qualquer estilo músical com a palavra "Universitário" para qualquer coisa que toque na faculdade. Agora, depois do "Forró universitário", do "Pagode universitário" e do "Sertanejo universitário", que são - repetindo: na minha opinião - degradações do verdadeiro estilo musical correspondente e poluições aos ouvidos sensíveis, resolvem juntar um com o outro, misturar tudo.

Consigo ouvir em uma mesma tarde: Michael Jackson, Tânia Mara (é, é esse mesmo o nome, não tem piada), Dupla de sertanejo universitário (coloco assim por não conseguir diferenciar uma da outra), A bomba (aquela mistura que citei no parágrafo anterior (de pagode com sertanejo), e Pe. Fábio de Melo. Já dá para imaginar o tamanho da confusão, que trouxe em seguida a decepção com o cenário musical brasileiro.

Mas você pode me questionar: tudo bem, então qual é o estilo musical que você gosta? E a resposta é bem simples: gosto do que realmente é música. E como é a minha opinião que prevalesce neste texto, eu sei bem do que estou falando.

O que realmente me traz até aqui é a insatisfação de ter que desligar o rádio (coisa que eu nunca fiz a não ser que começasse a tocar algum rap). Desligar o rádio é eliminar a música daquele momento, porque está te incomodando ou te atrapalhando, porque está te fazendo mal. Eliminar a música da minha vida nunca foi parte dos meus planos.

É triste, cruel, e doloroso dizer: mesmo sendo a forma de arte mais poderosa que existe, já não há condições de se ouvir música nova e boa; O que é bom já foi criado; Sabemos de quem é a culpa disso; Por isso também eu parei de assistir a "Garagem" do Faustão; E também por isso que me sinto mais burro a cada vez que ligo o rádio;

Mas estes últimos, são temas para outros posts.

Um comentário:

Luana disse...

E para quem está desiludido faz algum tempo, qual a solução?
Infelizmente, é isso que acontece. Toda essa poluição, essa mistura confusa de não se sabe bem o que. É isso que se toca atualmente. E até mesmo, eu, me pego ouvindo o que nós chamamos de "música" atual.
Mas, não se desiluda. Pense, talvez você esteja aqui, para isso, para perceber, reparar, transformar. Pois, lá no fundo, eu acredito, sempre existe um lado bom, ou uma solução, para tudo. Nem que essa, seja mesmo, se conformar.