segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Família



Existem certas coisas que me deixam emocionado. Por ser assim, um tanto quanto emocional dentro do cartesiano, não consigo me conter. E assim aconteceu ao encontrá-los.
Sempre tive um grande carinho por essas duas irmãs. Belíssimas as duas, jovens, e de sorriso espontâneo, quase que puro. Sincero. Minhas duas “primas distantes”, como nós mesmos costumávamos brincar, são pessoas queridas das quais sempre senti uma saudade imensa. Quase que inexplicável, tal imensurável sentimento. Quando descobri que realmente poderia vê-las, isso me pareceu quase um susto. Taquicardia, disritmia, e todas essas outras falhas deste pobre coração sofrido. Até que enfim eu estava ali.
A demora na rodoviária foi quase que um martírio, todas as ações ocorrendo no tempo certo. Eu cheguei naquela terra e lá estava a esperar. E ela chegou: Linda, loira e sempre, sempre charmosa. Minha prima distante, agora ali tão próxima, na minha frente. Ela, e só ela. Que emoção, que coisa boa, que presente para uma fase tão difícil!
Havia tanta coisa pra falar que o melhor a se fazer, na hora, foi calar. Calar e deixar chegar, havia tempo, e até ânsia! Recíproca e intensa ânsia de saber como o outro estava. Saber o que aconteceu desde o dia da partida. Dela.
Saímos dali, ela conduzindo. E ao chegar naquele belo lugar, foi que encontrei: A irmã, a mais nova e não menos importante, e seu futuro marido. O abraço foi longo e intenso, puro, emotivo. Me segurei para não me desfazer, para não chorar, ali em sua frente. Estava estonteantemente bonita, com aquele olhar de sempre. Aquele de quem se pode confiar, que acolhe e conforta em qualquer circunstância.
Feliz também ao conhecê-lo, o futuro marido. Aquele a quem entrego uma das jóias mais raras da vida, preciosa e cheia de brilho. Seu brilho, único.
Após tal grande encontro, coisas maravilhosas. Dias infelizmente curtíssimos porém de intensidade inigualável. Por Deus, e ainda nem falei do irmão mais novo!
Quando elas foram embora, tinham um irmão mais novo. Baixinho e gordinho, uma criança, é claro. Agora ao encontrá-las, o tempo ajudou para todos: meu priminho cresceu e estava alto, da minha altura, veja só? E bonito, tal qual as irmãs, bem criado. Uma pessoa tão boa – claro, vindo da mesma fonte – que me emocionou de verdade. Cresceu.
Meus queridos, esta é apenas uma simples forma de dizer-lhes, o quanto eu amo vocês e como me fizeram bem ao me receberem. Esta hospitalidade, este carinho e este amor com o qual sou abençoado de ter vindo dessa família maravilhosa, não se pode encontrar em qualquer lugar. Parabéns por essa simplicidade que move vocês, sem dúvida alguma, para qualquer lugar que desejarem. A mesma que os levou até aí, acreditem. Se hoje vocês estão tão bem, é por esforço próprio e por toda essa vontade e crença naquilo que há de mais belo que é o amor.
Obrigado pelo imenso carinho, e por essa existência que me fez chorar – mesmo que ali, escondido – ao ir embora daí. Desculpem se não pude ficar o tempo que desejavam, se não pude conversar o tanto que eu gostaria de tê-lo feito, e se não pude dar a atenção equilibrada a cada um de vocês. Desculpem pela bagunça, mas embora dentro dessa seriedade toda, eu sou assim mesmo.
Gostaria que todos vocês lessem este texto, pois veio do que há de melhor em mim, para dar a vocês como forma de retribuição. Mesmo que não seja necessária qualquer troca, nada do que eu faça vai ser suficiente para dizer, no mais alto dos volumes, o quanto fiquei feliz por tudo o que fazem, e por tudo o que são, para este primo distante.
Metida, parabéns pelo seu aniversário. O aniversário foi seu, mas quem ganhou presente fui eu. Que você possa ser mais e mais feliz com este belo sorriso e usando o mesmo bom perfume a cada dia, deste novo ano de vida.
Bonita, parabéns pelo bom partido. É um bom homem e só me deixou mais feliz por poder confiar a alguém assim o carinho que tenho por você, que será sim, mais que suficiente.
Rapaz, não há nada que eu possa dizer que não envolva a palavra: sucesso! És um menino fantástico, com um ar de artista e com a simplicidade do mais humilde tocador. Que continue a trilhar belos caminhos, orientado por essas duas peças raríssimas que estão ao seu lado.
“Tios”, que mesmo não sendo: Obrigado. Primeiramente obrigado por tudo o que foram para mim, e por tudo o que ainda serão. No colo de vocês, me senti menino, me senti homem, me senti primo e me senti filho. Obrigado por me proporcionarem momentos tão felizes. E em segundo lugar, porém não menos importante: Meus sinceros parabéns. Porque sendo assim, tão bons, é que fazem estas crianças dignas de tudo o que há de melhor na vida. Se os três são assim, tão belos, a culpa é toda de vocês!

Um forte abraço, com muita tristeza por essa ausência.

Do seu primo distante, que até joga baralho.

Nenhum comentário: