sábado, 7 de novembro de 2009

Sobre a responsabilidade


Não é de hoje que é preciso pensar antes de agir. É, talvez nem todos sejam da mesma opinião, pois há quem se permita enlouquecer e perder a noção do que é certo. Entretanto o fato é que a responsabilidade corre por aí, lado a lado, com a consequência.

Explico. E começo pela parte mais difícil: a hora do acerto. Independente de qualquer situação, somos forçados a tomar decisões, e é tomando decisões que fazemos a nossa vida, que escolhemos dentre as possibilidades. Pois bem. Se ao tomar-se tal decisão, se deixar de analisar todo o círculo de possibilidades em volta das reações decorrentes dela, tem-se uma bola de neve. Uma sequência de ocorrências que não se previu.

E agora? E se não tiver responsabilidade sobre os próprios atos?

Saber reconhecer quando se é responsável, quando a "culpa a sua", quando sua batata vai assar, é um dom. E saber dizer, principalmente, se você pensou ou não antes de tomar suas atitudes, é um sinal fantástico de auto-reconhecimento.

Até no meio da loucura, é preciso tê-la, a tal da responsabilidade. Mesmo porque, sabendo ou não que se quer extravasar o suco do que é certo, se deve lembrar que amanhã é outro dia e que o mundo há de girar bem rápido. Mais do que se pode calcular.

Então falo da parte mais fácil: a reputação. Essa é questionável e, muitas vezes, ignorada. Porém penso da seguinte forma: poucas coisas ficarão na vida - após a nossa morte - além do próprio nome. Por isso penso na importância de se fazer merecer cada passo, pois você há de ser lembrado, pelo bem ou pelo mal. Você pode até não se preocupar com o que os outros pensam, e aliás nem precisa, porque não faz tanta diferença. Hoje.

Ser responsável pelos próprios atos é questão de idoneidade, de honra. É mais que assumir, reconhecer: é pegar para você. E quando se sabe exatamente o que foi feito, é que se deve passar por cima do orgulho e do ego juntos, e dizer: sim, eu sou responsável por isso, e assumo as consequências.

E o pior é que sempre que percebe-se isso, é que se pensa: devia ter visto isso. Ontem.


Em tempo:
1 - Não, não vou ser pai.
2 - Minha vida as vezes é mesmo muito chata.

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