quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Amor de Carnaval (Parte I)



Reza a lenda que há toda uma magia diferente no carnaval. Um clima único, que tem o poder de trazer - em meio a toda a bagunça e a folia - o amor mais puro que se viu, mesmo que tão caliente seja.
Pois bem. Essa é a estória de Raquel e Homero. Dois amantes que em um carnaval se conheceram, e em um carnaval viveram, pra sempre...



O baile começou e Homero caiu na bagunça. Adorava, ah, como era bom chegar a primeira noite, em meio às pessoas pulando e sorrindo, curtindo aquele show. E as músicas iam de bem a melhor, enquanto ele sorria e observava, atentamente – pois era um grande observador, este Homero, sempre ligado – todos os casais, e rapazes a puxar o trem, enquanto lindas mulheres dançavam as marchinhas.
E eis que ela surge. Uma moça sorridente sai pulando do trenzinho como quem vai tomar fôlego, olha para Homero e sorri.
Ela é linda – pensa ele. E definitivamente Homero estava certo. A guria tinha cabelos negros e pele clara, um contraste incrível. Não era lá muito alta, como nenhuma mulher deve ser, e tinha formas tentadoras. Parecia não existir, naquele momento.
Enquanto sorriam, se olhavam. E a música, então, se calou na cabeça dos dois. As pessoas em volta se transformaram em vultos, e começaram a se aproximar. Então como num filme escrito, sem qualquer medo ou dizer, se abraçaram e em um beijo se perderam completamente. Nada de beijo cinematográfico ou qualquer coisa assim, mas foi sim um beijo de verdade. Um beijo, mesmo.
E ali permaneceram até o fim da música, quando se afastaram algum centímetros, e sorriram um ao outro:

- Incrível... – disse ela, ainda que assustada.
- Qual o seu nome?
- Raquel, e você, deus grego, como se chama?
- Homero.

E riram, mais e mais. E assim passaram ali a noite, se conversando, se conhecendo. Raquel e Homero, Homero e Raquel.

Nenhum comentário: