quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Amor de Carnaval (Parte II)


Um ano se passou. Um ano inteiro sem se verem. E foi em um novo fevereiro, que Homero se surpreendeu. E Raquel, conseqüentemente, e não sem motivo. Naquele mesmo clube, talvez a banda fosse diferente – tanto faz – porém se reencontraram. E o encontro foi tão mágico quanto, porém, com uma corrida e um abraço emocionante! Abraço de saudade, de carinho, de desejo. E após um beijo, naquele clima excitante que é o carnaval, a festa despertou nos dois uma vontade incrível de se ter, por inteiro, por aquele momento.

O que era para ser sujo e obsceno, se tornou intenso e mágico. Ali, no meio da escuridão, foi que um canto qualquer se fez o mais perfeito lugar para uma transa louca e incontrolável, discreta mas nem tão silenciosa, enfim, perfeita. Era a união daqueles corpos sendo selada com a força dos beijos apaixonados e o suor dos corpos tremendo de prazer.

E após aquele momento de intensa sedução e libido, ousaram se olhar nos olhos, e como nunca tivessem se visto, transpirando e sorrindo, trocaram algumas palavras:

- Você, por aqui, só pode ser coisa do destino! – Raquel se mostrou supersticiosa.
- Não acredito em destino, porém, o que quer que tenha me trazido até aqui, foi maravilhoso.
- Nossa, a gente só se encontra em carnaval, o que é isso! – E gargalhou como quem está livre de tudo e de todos, para este amor de carnaval.

E gargalharam, e se abraçaram. Ali, no baile mais incrível de suas próprias vidas.

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