quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Fulanas

Entre Marias, e Giseles e Patrícias
Marianas, Margaridas
Entre Márcias, Adrianas
E entre Natálias e Cidas,
Tem as Tatis, Julianas
Magalis e Clementinas
As Vanessas e Amandas
Nesta linha, as Carolinas.
Entre Marcelas e Jaques,
Entre Fernandas, Priscilas
Danieles e Daianas
Vivianes, Júlias, Silvias
Entre Laíses e Kellys
Gabrielas e Renatas
Entre Karinas e Cíntias,
As Silvanas e as Lauras
Mas entre Anas, Joices, Paulas
Cláudias, Mônicas e Martas
Entre Ingrids, Melissas
E Clarissas, e Alines, e Camilas
E Mayaras
Josianes
E Rosanas
Arianes

E Grazielas

E Elas, e elas, e elas...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Animal Instinct


Sentado nesta poltrona e trabalhando frente ao computador, em pleno sábado a tarde. Uma cena até clichê porém não tão agradável, enfim. De qualquer forma, era o fato.

Quando no rádio vem "Animal Instinct", do The Cranberries. Parei o que estava fazendo, juro, não deu. Músicas são poderosas porque trazem à mente momentos. Com estes, vêm os detalhes e os cheiros, as luzes e cores, e tudo mais. Se uma música tocar e nada disso acontecer, é porque não é tão importante, pode acreditar. O que, para agora, não é o caso.

Sempre ouvi essa música, a possuo em meus arquivos, inclusive. Porém o ponto principal não é ela em si, mas o momento em que me veio a cabeça. Eu morava fora, ainda era um universitário perdidasso quanto ao que seria quando crescesse. Neste dia eu estava doente, porque a carga de cobrança estava alta: mudança de emprego, de casa e, consequentemente, do endereço das contas. Pouco dinheiro, muito esforço, aquela coisa toda. Não fui tão forte, eu acho.

Então em uma noite bem fria, ainda estava na casa antiga, apenas para usar o sinal de internet em uma emergência. Pela baixa resistência, estava com muito frio, e no quarto escuro - apenas com a luz do computador iluminando tudo - eu tremia e entrava com os braços para dentro da camiseta até curta, literalmente batendo os dentes.

Não aguentei e resolvi ir embora. Era relativamente perto, dava pra colocar o computador na mochila e ir a pé. E foi o que eu fiz.

O vento que estava soprando fazia doer meu corpo, como se estivesse me dando golpes. É, parece estranho mesmo, mas a dor de cabeça que vinha junto deixava tudo bem explicadinho: eu estava mal.

Entro na nova casa, abro o portão discretamente, e o rádio está ligado. De longe já ouço a melodia batida, enquanto percorro o corredor, rumo à minha cama, no meu então novo quarto. E quando chego, caio na cama e me envolvo nos lençóis buscando proteção contra o frio. Mesmo o frio estando em meu corpo.

E assim ao adormecer, de fundo, tenho The Cranberries. Que compartilho neste momento com todos os que lêem:




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pensamento XIII

E eu achei que ela iria desaparecer para sempre. Mas não, ela surgiu. Surpreendentemente, surgiu.



Update: E já desapareceu de novo. Sem deixar rastros.

Update 2: E eu não sei bem qual é a dessa pessoa. Mas está ótimo assim!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pensamento XII

Uma britadeira pode destruir sonhos. Principalmente quando bem depois do almoço, e na frente da sua casa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cabaret


- Oi, meu amor, que bom que chegou!
...
- Nossa, como está bonito, isso é tudo para mim?
...
- Ah, que bom, adoro te ver assim, todo elegante
...
- Sim, estava movimentado hoje, mas só pensei em você, viu?
...
- Claro que aceito, vamos tomar algo bem gelado, pra relaxar.
...
- Ai como você é lindo, faço inveja para todas com você!
...
- Não é conversa não, você sabe que não preciso disso, com ninguém...
...
- Ta bom então, vamos mudar de assunto.
...
- Também estou louca por você, vamos sair daqui?
...
- Então ta bom, só espera um pouco que vou me arrumar!
...
- Oi amor, tô pronta, vamos?
...
- Hum, que lugar lindo que você me trouxe, quero ver tudo!
...
- Com certeza, adoro qualquer lugar que você me traga...
...
- Isso, assim mesmo, meu Deus, meu Deus, meu Deeeus!
...
- Uau, como você é incrível.
...
- Sim, podemos ir, você me leva?
...
- Temos mais algumas horas, você é quem sabe, amor.
...
- Obrigado pela carona, e volta quando quiser.
...
- Claro que te espero!
...
- São trezentos reais, meu amor.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pretérito Imperfeito




Então, chegaria.

Eu, com meu terno preto, completo, e meu chapéu. É, o chapéu é peça chave.

Desceria da charanga e, tão natural como conheceria a palavra charanga, abriria o portãozinho baixo na altura das mãos e lá estaria você.

Encostada de lado, com a porta aberta, a minha espera: Linda, com seus cabelos curtos beirando os ombros, seu vestido longo rodado, a pele branquinha e aquele belo sorriso. Você me olharia, linda, e mediria cada centímetro de minha chegada: desde os meus sapatos pretos - impecáveis, por sinal - até minha sombrancelhas grossas e meu olhar que tanto te invade.

Te abraçaria como se não te ver desde hoje de manhã fosse uma eternidade, e lhe mostraria, charmoso, a flor que discretamente roubaria do jardim da praça. Aquela rosa, que tu tanto gostaria de receber.

Seria lindo, pois após um beijo carinhoso, você tiraria meu paletó e perguntaria do meu dia. E antes mesmo de responder, eu te pegaria no colo - pequenina que tu serias - e te deitaria no sofá, pois tu serias minha. Assim iríamos sorrir e eu te contaria que a melhor parte do meu dia é te ver assim, sorrindo, enquanto me vê chegar.

E após o longo papear, iríamos até a sala de jantar, onde o mesmo estaria servido. Eu pegaria a tua mão e, olhando nos teus olhos, diria:

- Você é a melhor parte de mim.

Sabe que você iria gostar tanto, que me abraçaria apertado e me beijaria até sufocar. Tu sabes que gosto disto. Então após o jantar tudo iria ser perfeito, pois colocaria teus pequenos pés sobre os meus, e assim te levaria, no ritmo daquele bolero atraente, até o nosso quarto.

Com a luz baixa e as cortinas ligeiramente abertas, faríamos amor intensa e loucamente. Teríamos tanto desejo um para com o outro, que não sobraria tempo para mais palavras: apenas nossos suspiros de prazer é que ecoariam no ar.

Eu viveria bem, assim.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Força diferente.

Seu nome tem uma força diferente.
É, não sei bem como explicar, mas sempre que ouço falar, me arrepia da espinha à nuca.
O impacto é intenso, quase que taquicardia, tem a força de um meteoro na terra, ou talvez uma bomba. Isso, daquela dos filmes.
Agora eu gosto, mesmo, é de pronunciar teu nome. Congelo, olho para o nada, e repito. Uma, duas, três vezes, ou quantas for necessário!
Ao mesmo tempo em que me traz uma segurança estranha, me revira a vida e mostra o outro lado. Essa é a força do teu nome, quando sussurro baixinho em seu ouvido (parecendo pedir clemência). Porque só eu te chamo assim, pelo nome, mesmo.
É, você também é muito perigosa.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Solução

Eu bebo demais. Você também bebe.
Ficamos mal e vamos os dois para o hospital.
Chegando lá, o médico nos vê no mesmo estado: deplorável.
A você, dá uma injeção de glicose direto na veia. Você fica melhor na hora.
A mim, dá uma injeção de glicose, também. Eu, sou diabético, e morro.

Moral da estória: O que foi a cura para você, mesmo que estejamos na mesma situação, não é a mesma cura para mim.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Minha religião é o prazer

É bom quando as coisas acontecem de forma amena.
Gosto assim, desse jeito, a ordem natural das coisas: Sorriso tímido em um encontro qualquer, casual. Aquele dos filmes, do nada, quase que acreditando no acaso.
Não sei por que, um dia, tenha que ter sido diferente. Já passou, já passou, já passou!
E depois de muito tempo, então, em banho-maria, há uma luz em meio às cinzas. Mesmo que as cinzas já estivessem baixando, uma luz é sempre bem vinda. E na realidade, para mim, é assim que o amor tem mesmo que surgir: baseado nas coisas boas.
A César, o que é de César. Cada um deve estar preparado para receber o que sempre deu, e depois de tudo isso, deve estar ciente de que tudo pode mudar. Tudo vai mudar! Ou qual seria a lei da vida, se não a mudança?
Depois de tudo o que fica mesmo é a experiência, vivência, magnificência! O delírio pelo prazer, o prazer em um café com sorriso, o extase em uma noite de amor ao som do velho blues.
Viver se faz do mais belo sobre o mais sujo. Deus, é que deve ser bom, por me manter tão bem e por salvar minha vida, mesmo com tanta distância (ainda que não haja descrença).
De migalha em migalha, sem fugir da verdade, é que começo a presenciar aquele espírito maduro, mesmo que aventureiro, e aquela alma leal, ainda que não tão fiel, contudo sincera e pura, por entre a luxúria dos bons vinhos e das conversas intermináveis.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

My Way



That was amazing. No more words about it.

And now the end is near
So I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case of which I'm certain

I've lived a life that's full
I've traveled each and every highway
And more, much more than this
I did it my way

Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exception

I planned each charted course
Each careful step along the byway
Oh, and more, much more than this
I did it my way

Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall
And did it my way

I've loved, I've laughed and cried
I've had my fails, my share of losing
And now as tears subside
I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way
Oh, no, no not me
I did it my way

For what is a man, what has he got
If not himself, then he has not
To say the words he truly feels
And not the words he would reveal
The record shows I took the blows
And did it my way
The record shows I took the blows
And did it my way

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010