quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Minha religião é o prazer

É bom quando as coisas acontecem de forma amena.
Gosto assim, desse jeito, a ordem natural das coisas: Sorriso tímido em um encontro qualquer, casual. Aquele dos filmes, do nada, quase que acreditando no acaso.
Não sei por que, um dia, tenha que ter sido diferente. Já passou, já passou, já passou!
E depois de muito tempo, então, em banho-maria, há uma luz em meio às cinzas. Mesmo que as cinzas já estivessem baixando, uma luz é sempre bem vinda. E na realidade, para mim, é assim que o amor tem mesmo que surgir: baseado nas coisas boas.
A César, o que é de César. Cada um deve estar preparado para receber o que sempre deu, e depois de tudo isso, deve estar ciente de que tudo pode mudar. Tudo vai mudar! Ou qual seria a lei da vida, se não a mudança?
Depois de tudo o que fica mesmo é a experiência, vivência, magnificência! O delírio pelo prazer, o prazer em um café com sorriso, o extase em uma noite de amor ao som do velho blues.
Viver se faz do mais belo sobre o mais sujo. Deus, é que deve ser bom, por me manter tão bem e por salvar minha vida, mesmo com tanta distância (ainda que não haja descrença).
De migalha em migalha, sem fugir da verdade, é que começo a presenciar aquele espírito maduro, mesmo que aventureiro, e aquela alma leal, ainda que não tão fiel, contudo sincera e pura, por entre a luxúria dos bons vinhos e das conversas intermináveis.

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