quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Luz na selva escura




Caminhando por uma trilha dessas tantas por aqui, vislumbrei algo que me deixou extasiado. Olhei em um canto escuro, e entre as folhas de duas árvores que ali se encontravam, descia um raio de luz do sol que deixava ambas as árvores com um visual incrível: uma ao lado da outra, com a luz surgindo no meio.

Visualizei naquele momento o grande contraste, a luz tornava os cantos de dentro das árvores mais claros, os fazendo iluminados. E nos lados de fora, a escuridão daquele canto onde as árvores nasceram. Destinadamente.

Corri para perto, precisava ver aquilo com mais calma. Quando me posicionei entre as árvores, percebi que aquela luz também me iluminava e resolvi entrar.

Entrei, por entre as árvores, e aqueles raios de sol aqueceram minha pele em instantes. Continuei adiante e conforme minha visão foi se recuperando, ofuscada que estava por toda aquela luminosidade, reparei em um céu azul bonito e simples. Céu sem nuvens, azul e feito por si só. Céu e sol.

Ali parei. Fiquei impressionado com tal beleza dentro da selva, ainda que eu não saiba em quanto tempo ou de onde virá a próxima tempestade, me senti seguro, ali. Pelo meio, pensamentos voavam e sons de natureza e paz me faziam ser mais eu. O Lenhador pode abaixar o seu machado e deixar de lado todas essas coisas pesadas que carrega nas costas.

Este, o Lenhador, sabe - ainda que não saiba como - que precisa aproveitar a luz.

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