sexta-feira, 2 de abril de 2010

Poeminha sentimental


O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.


Dele, o Mário Quintana.

2 comentários:

Costureira de estrelas. disse...

'As andorinha é que mudam'
Grande Quintana!
Beijokas =*

Raiana Reis disse...

Amo o Mário com a grandeza nos seus versos simples, "o meu amor é sempre o mesmo" - intenso, assim sente os passionais, ainda que as andorinhas mudem. Bem escolhido! ;)