segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dívida



Com amor, é que tudo mais belo, se torna
Cada pingo de letra é um desenho, um obra
Cada toque de som é canção, é uma nota

Justifico então pois, por não vir hoje, a amar
Que uma frase, por si, já nasce a mendigar
Uma dose de belo, um castelo a enfeitar

Que é útil à tinta, senão a escrever
Declarações de amor, pro papel, que há de ser
Tatuado em cor, riscado de prazer?

Conto até dez ou doze só pra te contar
Que esta porta é aberta, mas não deixo entrar
Coração que não sinta, o que eu sinto, jorrar

Fica lá pra trás, poema reticente
Poe culpa no mundo e cuida dessa gente
Que põem na cruz, poetas
Que se escondem, nas frestas
De tudo o que sentem

4 comentários:

Raiana Reis disse...

...e dos teus pingos de tinta em guardanapo pinta-se o que há por dentro.
Levo de ti algumas imagens em escapulário.

Pipa. Agora eu era o herói. disse...

Foi por isso que desabotoei o coração. Para que ele ficasse todo exposto.

N. Ferreira disse...

É de sua autoria?
Já faz parte dos meus favoritos... lindo, e como me identifico...

Renato Menezes disse...

boquiaberto...