terça-feira, 27 de julho de 2010

Coleção



Se tem amor pra amar, que ame. Pois há tanto pra se ter com tão pouco, que só pode ser milagre.

E a cada emoção que vem, a cada pranto, resta de longe um suspiro e a vontade: o querer é bom, bom demais.

Mora no peito amado para que tenhas onde chorar. Mesmo que seja necessário chorar, chore também, mas confesse: não é possível mais viver sozinho. Não com este peito a acomodar-te.

Ao caso de precisar de tempo: se dê. É uma vida só, um tempo só, um tempo teu. Mostra pra si mesmo o que precisa, e se presenteie com a tua realidade. Ela é perfeita.

Na hora que sentir vontade, um desejo reprimido de fuga: fuja! Foge, mas vê se volta, pois é preciso. Alguém te espera, e é só este alguém, que tu precisas que te espere. Não há peito que valha o fugir pra sempre, vai por mim.

Por fim, da mentira: respeite todas. As suas, e as do outro. Nenhuma mentira fará o peito amado se perder do seu, e nem toda a verdade lhe concederá tal propriedade.

Entretanto, antes de tudo, dê ao seu amor também algo de suma importância: este diário.

2 comentários:

Noe* disse...

Que texto, hein?
Muito feliz :)
Feliz com sua passagem pelo céu!
Um beijo =*

Lu disse...

Porque eu te leio sempre.
Mesmo sem você saber.
E só as vezes, venho aqui, lhe dizer.
Tudo que você escreve é sempre lindo.
E esse me remeteu ao trecho, de uma música.
"...vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir..."
Um beijo, meu querido =)