terça-feira, 28 de setembro de 2010

Linha Verde



Aqui eu ando entre as imagens dos postais
E vejo gente, muita gente, muita gente
Esquisitisses entre ruas e calçadas
Ainda pessoas tratadas como animais

Eu tomo a chuva que alguns cantam por aí
Fechando os olhos, eu arrisco, a cada esquina
Se são três horas, quinze horas, meia noite
Ninguém se importa, continuam a seguir

Quem era aquele, com aquele chapéu branco?
Era um artista, musicista ou coisa assim?
Entrou no carro, fez barulho, ja está longe
Se camuflou entre o pecador e o santo

Tomo cuidado para não ser percebido
Forasteiros não são bem vindos por aqui
Eu ando armado para o risco de um duelo
E meu disfarce deixa o rosto escondido

Vou pensativo, acho que quero ficar
Se eu for embora, é que não cresço nunca mais
Posso estar longe e, ainda sim, estou aqui dentro
Deus, quanto tempo, levarei para chegar? (irei chegar?)

2 comentários:

Fernanda Hauptmann disse...

Mas uma hora todo mundo chega lá.

Denise disse...

Importante não seria o caminho (interrogação)


afagos de caminhante