quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pensamentos de Areia



Foi necessário esperar que toda a tempestade passasse, para poder postar este texto. O tempo abriu, e agora com céu azul, dias ensolarados e brisas trazendo paz, publico o que foi herdado do inferno, de dentro pra fora. Será que foi amor?
De fato, não saí ileso desta.
Segue.

...

Opostos.
Equilíbrio.
Vida.
Mar e areia.
Reclamações e desprendimento.
Delicadeza e espontaneidade.
Isso é uma grande lição de casa.

Elas passam, leves.
São suaves, voam.
E por esse segundo os segredos evaporam.
Sim, eles existem.

Que haverá por trás das balas de resolver enquanto eu dirijo?
Deveria, talvez, ter parado o carro.
Foi só um sonho ruim, e por isso pareceu até que eu não queria.
Será?

Enquanto isso o sol envolve seu corpo, toca, desliza.
Suga seu calor e lambe seu suor.
O charme continua o mesmo, os olhares também.
Meu ciume, é..., Não sei.

Outra grande lição: Não sairei ileso desta.
É possível prever o futuro, e desta feita rezo.
Rezo e rezo. Todo dia.

Há um turbilhão de bem e de mal.
Não mais forte que o vento que traz essas quebras de onda, de sonho e de sal.
Por enquanto.

Eu perco a ponta desse lápis verde.
Há tempos já perdi meu rumo, meu escuro e meu drama tão clichê.
Mas eu não perco a idéia, isso não!

Eu vou pro mar.
E volto diferente.
É, não há o que não mude após a boa onda.

E pensar que uma palavra pequena: "mar", significa tanto.
Tenho outra também: "céu".
Que imensidão!

E a máxima continua válida: as coisas mínimas e seus valores imensuráveis.
Ela é pequenina mesmo.
Eu sabia! Que será das grandes? "Inconformado" para o simples fato de não se crer.
E eu, todo grande, padeço aqui.

Talvez isso explique meus erros imaturos de ontem.
E me faça recomeçar no melhor estilo: livre.
Para amar, inclusive.
Para amá-la. (?)

O amor independe da reciprocidade, e isso é ainda mais bonito que o mais bonito acorde daquele violão pobre e encostado.
Opostos.
Equilíbrio.
Vida.

Um comentário:

N. Ferreira disse...

... sem palavras.

Que saco esses nossos dramas tão clichês. Que saco não gritar bem alto, e acabar escrevendo num papel o que devia ser dito aos berros.

Amei o texto, preciso ler de novo...!