domingo, 31 de outubro de 2010

Fragmento


Naquela noite, quase deu tudo errado. Quase. Ainda bem.
Após todos os contra-tempos já estávamos lá, confortáveis, no sofá que servia de oásis para nossos sonhos. Foi quando depois de alguns beijos apaixonados, ela adormeceu em meu colo, e como um anjo respirava com tranquilidade e se ajeitava até encontrar uma posição que passaria a noite toda.
Antes que isso acontecesse, a peguei no colo e levei até a cama. E foi só o tempo de deixá-la ali na cama, para que ela já reconhecesse o nosso cheiro. Levei o edredon dos pés da cama até a linha de seus ombros, para protegê-la da noite fria, e dei um beijo em seu rosto. Dormindo, ela sorriu, e entendi a resposta: "Boa noite".
Por alguns minutos ainda mantive os olhos naquela que seria, fosse o fato de eu não conhecer meu futuro, a mulher da minha vida. E quando o sono chegou pude deitar-me com cuidado ao seu lado, e sem deixar que acordasse, sussurei em seu ouvido:
 - "Você é especial".
E um fragmento deste surge, a cada noite.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

It Worths


(...)

Então ela saiu do banho e andou até a sala, onde eu estava ali sentado, pensando na vida. Ao vê-la chegar pelo corredor, senti seu perfume gostoso de banho tomado, misturado com o cheiro de shampoo do vapor quente espalhado pelo ar que acariciava seus cabelos negros, bem bem pretinhos, cada um dos longos fios. 
Com aquele sorriso que só Deus sabe porque fez estar ali, em minha frente, ela sentou-se ao meu lado, acalmou seu vestidinho curto e disse:
 - Demorei?

Olhei bem em seus olhos. Pretos, como os cabelos, com aquele tom de castanho por dentro, feito os meus. E após um suspiro, respondi:
 - Qualquer espera, por você, vale a pena.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Guilty as Charged

(Imagem: Columbia Pictures)

por Dewey Cox

Good Morning, your honor
May I Approach the bench?

I don't give a damn what anyone thinks
I stay up all night and I smoke and I drink
I'm a wanted man and I'm blowin town
Don't waste your time tryin' to hunt me down
The cops are sayin I belong behind bars
And I'm Guilty
I'm Guilty as Charged

I ain't ever lost a fight in my life
I'll send you home crying to your fat and ugly wife
If you don't believe me when I tell you this
Well let me introduce you to my rock hard fist
If you're accusing me of living too hard
Then I'm Guilty
I'm Guilty as Charged

I ain't asking God to forgive my sins
Take a Good Look and you'll know where I've been
I'm dancing with the devil every night and everyday
People pay attention to the things that I say

I don't need anybody's help to rise above it
If you don't like the way I'm livin
Buddy why don't you shove it?
When you feel the ground shaking underneath your feet
Then that's yours truly walkin down the street

Come a little closer, girl, I'll show you my scars
Cause I'm Guilty
I'm Guilty as Charged
If you're saying that my lovin's too large
Then I'm Guilty
I'm Guilty as Charged

Oh I'm Guilty
I'm Guilty as Charged
You Got Me
I'm Guilty as Charged

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Razão


"Com ela deitada em meu colo, olhei nos seus olhos e disse:
 - Sabe, minha vida, é muito solitária...e nem sempre as pessoas entendem essa solidão. É, pra falar a verdade, quase nunca, viu...
Então ela sorriu, boba e cheia de charme. E respirando sinceridade, quase que em um desabafo, respondeu:
 - A minha também!"

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Só contigo

Viaja comigo, sonha,
chama meu nome.
Chora e também, risonha, ria.
Brinca de fazer ciumes e rola comigo de amores
só assim é que fazes surgir
só assim é que aumentas em mim
a vontade de viver,
e de, só contigo, viver.
Só contigo.

domingo, 24 de outubro de 2010

Monday's Nights - part II


Chegou no restaurante por volta das oito e meia. A noite gostosa, de calor e brisa fresca, a disse: "Aquele vestido", e ela obedeceu.

Tinha os cabelos longos e castanhos, sutilmente ondulados, de maneira a desenhar a forma perfeita de seu rosto. Uma beleza de cinema: pele bem branquinha e olhos castanhos - feito os cabelos - brilhando, sorriso perfeito em sintonia com a expressão angelical. Disse ao homem na porta: "Boa noite, mesa para 2", sorriu, e entrou.

Estava sentado duas mesas à frente da que ela sentou. Pude acompanhar sua entrada, que trouxe energia boa fez com que a brisa passasse naquele momento pelo meu pescoço. De propósito, aposto que foi ela. Conseguiu me arrepiar.

Eis que usava um vestido azul, nem longo e nem curto, que apenas amansou para sentar-se em uma cadeira bem de frente para a minha, embora as mesas entre o campo visual. Cruzou as pernas e, curiosamente, esperou.

Esperou e ali ficou, com uma expressão de quem estava segura. Olhei para seus olhos por alguns instantes, enquanto bebia meu uísque da noite. Entretanto ela deixou bem claro que não estava para brincadeiras: não fixou seu olhar no meu em nenhum momento. Entendi o recado.

Havia em uma das mesas ao redor, uma família com uma pequena criança: uma loirinha de aproximadamente 6 ou 7 anos, de vestidinho branco e um cabelinho de anjo. "Feita para este momento", pensei em voz alta. Tomei mais um gole.

Então pude reparar que a menina, cheia de sorrisos, se aproximou daquela bela mulher. Com toda a ingenuidade e coragem de uma criança, perguntou:

 - Como você se chama?
 - Michele, e você, menina bonita?
 - Carlinha. Tenho 7 anos.
 - Menina bonita, com um nome bonito!
 - Ta esperando alguém? Seu namorado?
 - Estou esperando alguém, sim.
 - Então ta! Tchau
 - Tcha-au.

Tcha-au. Assim, pausadamente. Quase me derreti por aqui (Sou altamente vulnerável à espontaneidade, definitivamente).

O tempo passou: Nove, Nove e meia, Dez. Dez e quinze levantei para pagar a conta, e ao levantar, me deparei com uma expressão de preocupação, misturada com um toque até de tristeza, de decepção. A testa ligeiramente franzida, e os olhos já tinham água. Toda aquela beleza foi prejudicada, é claro. A beleza é muito mais bela, quando exala tranquilidade. É mais sincera.

Paguei a conta logo após o pai daquela família. Saímos praticamente juntos entre as mesas, eu, e os três em minha frente. Eis que percebo aquela delicadeza de menina, com uns olhinhos miúdos agora - talvez seja o sono, pensei - virar em direção à Michele e dizer:

 - Acho que ele não vem.

Michele, já com os olhos escorrendo lágrimas, inclinou sua cabeça e olhou para as próprias pernas, e para as marcas das gotas em seu vestido. Em seu íntimo, absorveu o que a pequena Carlinha lhe disse.


"É, acho que não."

sábado, 23 de outubro de 2010

La vida secreta de las palabras

(Imagem: Angeles Mora)


Eu queria ser cantor. Sabe, até canto alguma coisa, bem de leve assim, eu levo bem.

Mas não é disso que eu estou falando. Queria ser cantor de verdade, como este cara que eu estou vendo agora aqui, no restaurante Mexicano. Ele leva desde "Amor, meu grande amor" até "People are Strange", passando por "Stay" e fechando com chave de ouro em "You got it". Precisa dizer mais?

Não é inveja, penso. É vontade, mesmo, e até um certo conformismo de que aquilo não é da minha natureza. Cantar não é, e nunca foi, algo que veio de dentro de mim. Mas sim, algo que aprendi a fazer.

Para o cantor, o que vale é cantar. Não só o que vale, mas o que ele precisa, tem sede, e uma necessidade espontânea inacreditável. E pode o bar estar completamente vazio que ele estará lá: afinadíssimo, firme, com sua voz potente e seu violão preenchendo cada espaço vazio em cada mesa.

A mim, resta contar a história. Isto, sim, é da minha natureza!

Então secretamente faço um acordo com a vida: O cantor vai cantar, e seu espetáculo será fabuloso. E se não estiver ninguém assistindo eu estarei ali com toda certeza. E depois eu vou parar, refletir e contar com toda a delicadeza e riqueza de detalhes necessária para tornar esta noite a mais incrível da minha vida!

Toda noite sempre é.

Parafraseio o poeta: "Não existem boas histórias. Mas sim, bons contadores de histórias". E acredito nele: um simples anoitecer pode virar um grande fenômeno, reagindo em toda a multidão, no coração dos apaixonados, na lucidez dos que estão na escuridão ou na santidade equivocada de alguns monges. Depende apenas, nas palavras de quem, é que este anoitecer está.

Sem um bom contador de histórias, a vida seria apenas uma sequência de fatos. Secretos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Boa prova



Na sala de aula, pode-se olhar atentamente para cada uma dessas cabecinhas abaixadas, fazendo a grande prova.

Cada um que está aqui sentado, concentrado, olhando para as questões (seja com expressão de medo, de segurança, de ansiedade ou de tranquilidade) representa um universo diferente. Uma gama de experiências e situações que o trouxeram até aqui: tristezas, alegrias, derrotas e vitórias fizeram com que, além de tantas outras vantagens, cada um destes alunos se tornasse quem realmente é.

A transmissão de conhecimento é uma responsabilidade que tem a força de um punhal: não é tão potente, nem lá tão grande. Não provoca medo, nem tanto um susto. Todavia o impacto que pode trazer é incrivelmente relevante.

É assim que se torna educador! O principal é saber que quando todos estamos aqui, mesas frente a mesa, o que está ocorrendo é a união de todos estes universos: os deles, e o daquele que está lá na frente. Este contato das palavras que saem da boca e invadem bruscamente os ouvidos destes jovens, os gestos a rasgar retinas e se ocuparem de um espaço em suas mentes, gerando pensamentos, estimulando a criatividade, e vomitando conhecimento adquirido, é nada mais que fazer com que o seu universo - mestre - faça parte do deles. E a recíproca, obviamente é verdadeira.

E talvez por isso abandoná-los seja tão significativo, para este momento. Toda essa troca de energias, de vibrações, de sorrisos e sonhos compartilhados terá de ser feita com um novo ser, pois este, parte para a vida em busca de objetivos, de mais vitórias. Parte para a vida, em busca de mais vida. (E adora recursividade)

Mesmo sabendo que após estes, virão outros e outros por aí, não dá pra não pensar. Ficarei triste todas as vezes, eu sei. Mas esses aqui, bom...estes são os primeiros.




Uma homenagem aos meus pupilos, hoje estagiários, amanhã líderes de grandes multinacionais. Construindo seu próprio destino.
Ou não.

Minha intenção nunca foi somente ensinar conceitos de negócio, regras, situações problema e suas devidas soluções. Mas sim, poder mostrar que a vida já começou e que ela começa todos os dias, de novo e de novo. Quem precisa esperar até amanhã?

Faça agora.

sábado, 16 de outubro de 2010

Walk Hard

Imagem: Columbia Pictures


You know when I was a boy
Folks used to say to me
"Slow down Dewey, don't walk so hard"
And I used to tell them
Life's a race, and I'm in it to win it
And I'll walk as damn hard as I please
How do I walk boys?




 That's the way I think about this race, about my life. And that's what I'm doing: Walking hard. As hard as I think that I can, 'till I feel that it could be better.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cenas de amor



Estou desarmado para escrever uma estória de amor. Isso não é, vá lá, uma coisa boa.

Sinto falta delas. Paixões avassaladoras, sexo nas esquinas, nos quartos de hotel. Rosas caindo em mãos erradas, violência e tiros distribuídos feito doces.

Ou a família que se perdeu no caminho, entre os outros caminhos. Sujeira fazendo seu trabalho e poluindo lares, enquanto a filha que sempre se encontrou tanto nos olhos do pai, resolve defendê-lo e se aproximar ainda mais, unindo-os.

No meio de uma confusão, no centro da cidade, o menino carrega um outro pelo braço sem nem mesmo conhecê-lo, para que algo pior não venha a acontecer. Surge uma amizade incrível, capaz de fazer sorrir aquele jovem que não via há tempos tanto gosto na vida cinza da capital.

Cenas de amor. Sinto falta delas.

sábado, 9 de outubro de 2010

Fatia do Problema


 
A criança nasceu. Nasceu e cresceu, serelepe, feliz. A criança cresceu e aprontou.

Aprontando, claro, apanhou. E não foi pouco. Apanhou de mangueira, de vara verde, de chinelo havaianas branco com as tirinhas azuis clarinhas. Ficava a marca as mãos da mãe e da cinta do pai nas pernas, a criança lembra.

Depois a criança foi crescendo, desenvolvendo, ficando bonita. Ficou jovem.

Quando este jovem já estava grandinho, se espelhava muito na família. Pai e mãe estáveis, família constituída, irmãos, irmãs, casa própria. Casa simples, costumes do interior, daqueles de brincar na rua e comer porcaria, tirar a tampa do dedão, chorar e logo em seguida já estar brincando de esconder, terrenos de terra acima e abaixo.

O jovem se tornou adulto. E já que desde criança aprendeu que tem que trabalhar pra se dar bem na vida, o adulto se tornou um diretor, que corre pra lá e pra cá, viaja, não pára.

O adulto conheceu uma adulta. E essa adulta, vejam só!, era tão parecida com ele: bem criada, bem educada, crescida moderna com cabeça simples. Gente, mesmo. Aliás, como não poderia ser diferente, ela era tão bem sucedida, quanto ele.

Após anos de uma relação difícil (afinal, com a distância, as viagens, reuniões e happy hours, almoços com clientes, não há relação que não se torne difícil), resolveram se casar. Casaram-se, os adultos, na capital, com direito a lua de mel na Europa. Não é para qualquer um.

Eis que alguns meses após o retorno da viagem, é dada a notícia: aí vem uma criança.


A criança nasceu. Nasceu, e cresceu. Dentro de um apartamento, criada por uma babá. A criança cresceu e aprontou, pra chamar a atenção, porque não tinha nunca seus queridos pais por perto. Aprontou, e não apanhou. Aprontou de novo, e apanhou! Da babá, que foi pra rua.

A criança foi crescendo e viu na TV que se apanhasse, seria violência infantil e os pais poderiam ser presos, quando em flagrante. A criança, ainda criança, e já aprendeu o que significa flagrante, quando a diretora da escola particular a vê guardando um pacote de drogas na bolsa.

Após discussões intermináveis sobre o que fazer com a criança, os adultos, resolvem se separar. De forma traumática, porém burocráticamente simples: em dois meses está tudo pronto. Separam-se e agora sim, está tudo perdido: a criança apronta, mas não vai apanhar: nem do adulto, nem da adulta. Primeiro porque é crime, segundo porque se ele bater, a guarda vai pra ela, e se ela bater, a guarda vai pra ele. Ninguém quer perder, mas ninguém pode cuidar.


Ninguém vai.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pequeno atraso.



 
Cidade velha, década de 50, 8h p.m.

 
Chego e encosto o carro frente à porta. Jaguar XK 120, “Não é para muitos” – penso rapidamente, enquanto alinho o terno frente ao vidro da porta que, em sua limpeza impecável, reflete minha imagem: Barba bem feita e um paletó preto, gravata com windsor, camisa branca e sapatos misteriosamente brilhando, dando ainda mais destreza a esta noite, que se inicia aqui, quando coloco meu chapéu: é hora de entrar.

Me recepcionam com meu sobrenome. Tiro do bolso meu relógio, e exibo sutilmente sua corrente de ouro. Guardo-o novamente, e após um sorriso, o aperto de mão: “Boa noite, Senhor”.


Por dentro do terno, guardo uma 44. Ok, tem uma na perna também. Não vim para matar ninguém, mas é preferível ter uma arma e não utilizar, do que precisar de uma e não ter ali, na hora.

O salão está bem iluminado e apenas com alguns passos, já posso sentir a mistura de perfumes femininos que tenta me hipnotizar. Vou direto à sacada, que tem uma bela vista, e me permito sacar o hip flask e tomar um pouco do meu Uísque. Como todo bom apreciador da vida, eu não deixo o cigarro de lado, acendendo-o com o bom e velho Zippo.



No bar, há um pianista preciso que minuciosamente desliza “Unforgettable”, dando a cama para a voz de uma linda jovem, que parece aproveitar da harmonia para transpirar toda sua sedução. Esqueço da vulgaridade, deixo para pensar em agarrar com firmeza aqueles cabelos longos mais tarde, e opto por olhar apenas seu belo sorriso.

Avisto, do outro lado da porta, um belo vestido longo realçando as formas delicadas de uma bela mulher. Ela me avista e, apenas com o lado direito da boca, sorri. Eu, com uma mão apoiando o queixo e a outra segurando o copo de uísque, o balanço o copo como quem oferece um brinde.




Não me restam dúvidas, que alguém lá de cima, me mandou aqui pra baixo bem atrasado.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Durma bem.


 
Em alguns momentos, até entendo porque é proibido tomar cerveja e dirigir. Eis o episódio: 

Saio do trabalho aborrecido. Plena terça-feira, e em meio a toda a parte boa, péssimas notícias contribuem para o meu natural mau-humor, inevitável. 

O barulho da ignição do carro carrega consigo um alívio, sinal de paz. Ao virar a chave, é como se ouvisse as turbinas do avião: é hora de partir.

Desço entre as ruas calmamente, e conforme tomo distância do que me apresenta perigo, começo a retomar a consciência. “Cerveja, cerveja, cerveja” digo a mim mesmo, quase como um mantra. 

Ao parar em uma destas lojas de conveniência, compro 4 garrafas daquela minha preferida: hoje estou inspirado. Volto pra casa com pressa, quero apenas fazer o que pretendo, e sentir a deliciosa sensação de quando se está exatamente onde se queria estar, como se nada precisasse ser mudado naquele momento.

E quando me vejo, estou ali na varanda – ainda trajando social – bebendo calmamente e sentindo gelar a garganta e a alma, a cada gole, direto na garrafa. Vem um vento bom, sinto bem no rosto: agora sim, eu posso respirar.

Depois de mais alguns goles, na quarta garrafa, eu já me esqueci de tudo o que é ruim. Aliás, já estou sorrindo e cantando “You don’t have to say you love me” do Elvis, olhando pra garrafa quase como declaração de amor, e, claro, não dando a mínima para os vizinhos congelados e sem graça nenhuma.



Entendi, em uma breve reflexão, onde mora o grande perigo. Imagina se eu, numa destas, assisto “Natural born killers”, e saio por aí de carro?


Melhor, mesmo, fazer o que fiz.


Melhor ir dormir.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tim



"O Brasil é o único país em que puta goza, cafetão tem ciúme, e além de traficante ser viciado, pobre é de direita".

Ta aí, pequenos clichês, resumindo nossas "Grandes" histórias.




Obs.: O Google me disse que é do Tim Maia essa frase, mas desconfio. Sei não.


Obs. 2: Em breve estarei de volta.