segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Meio Fio

Por Rita Lee e Arnaldo Antunes

Onde quer que eu vá
Levo em mim o meu passado
E um tanto quanto do meu fim
Todos os instantes que vivi
Estão aqui
Os que me lembro e os que esqueci...
Carrego minha morte
E o que da sorte eu fiz
O corte e também a cicatriz

Mas sigo meu destino
num yellow submarino
Acendo a luz que me conduz
E os deuses me convidam...

Para dançar no meio fio
Entre o que tenho e o que tenho que perder
Pois se sou só
É só flutuando no vazio
Vou dando voz ao ar que receber

Pra ficar comigo
Corro salto, me equilibro
Entre minha neta e minha vó
Fico feliz, sigo adiante ante o perigo
Vejo o que me aflige virar pó
As vezes acredito em mim
As vezes não acredito
Também não sei se devo duvidar


2 comentários:

Ju Fuzetto disse...

Acreditar é deixar que os pensamentos andem na correnteza de nossas fraquezas.
Eu sempre acredito.

beijo

Tiago Betel disse...

Às vezes o maior medo não passa de um raro desejo...
Acreditar nesse caso é esquecer,
E esquecer é simplesmente ser.