sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O jogo



O céu estrelado prometia um dia lindo. E cumpriu.

O céu não costuma falhar.

Com os ares de um vento bom, a cidade amanheceu mais leve. Os ruídos do dia-a-dia não eram mais aquelas buzinas irritadas ou as cantadas de pneu no chão molhado de chuva, mas sim, o passear dos carros ajudando a compor uma sinfonia entre saudações de bom dia e balançar de árvores.

Acordei com vontade de levantar, fiz o sinal da cruz e olhei para o espelho. Enquanto vestia a roupa, pensei em você, tomando seu café cada vez mais viciante e encantadoramente pronta para sair. Melhor eu me vestir bem, meu ego não vai me deixar te ver se não estiver assim.

Tudo está limpo, perfumado, e cheio de paz por aqui. Na caminhada para o trabalho, faço questão de rezar por todos. Mas o faço um por um. Estou tão acostumado com as brigas com as trevas, que se pudesse, daria toda essa paz dividida a quem eu achasse necessário. Eu gosto das pessoas, eu gosto de gente, e eu aposto em todos eles.

Durante as apresentações, elogios e reconhecimento. Em meio a sorrisos, saio da sala satisfeito. Na caixa de mensagens, palavras carinhosas de uma pessoa especial. Que faz falta imensurável.

"Que fase", penso. Instabilidade bipolar seria uma boa descrição, mas não é nome de doença moderna, é ritmo de vida. Nada a ver com emoção. Fatos, destino, jogo. O jogo.

E não tenho medo da tempestade, haja vista estar em meio a tanta tranquilidade. Não vou me preocupar com a bagunça, mas sim, deixar as coisas acontecerem. E assim quando ela chegar, eu vou e enfrento, de olhos abertos.

Entendo que não pode ser que ela não chegue, mas prefiro assim, uma coisa de cada vez. Essa é minha estratégia.

Hoje.

Um comentário:

Menina no Sotão disse...

Fiquei pensando na lenda do wabi sabi que nos diz que uma vida perfeita precisa de imperfeições para que a gente compreenda certos valores. rs
bacio