terça-feira, 29 de março de 2011

Fallen


Estou passando por um momento de reconstrução interior muito intenso. Coisas que pensava que iriam me fazer bem, efetivamente me fizeram, mas estão perdendo o sentido e me deixando entorpecido. As coisas ruins também, têm causado um efeito bombástico agora, depois de tanto tempo.
Medos que eu pensava que nunca mais iria superar, estão na palma de minhas mãos prontos para serem engolidos pela minha coragem. 
Por isso a ausência, o silêncio. Ainda não estou conseguindo lidar bem com ele, e pretendia não escrever nada enquanto este momento não passasse. Quebrei minha pretensão com estes breves parágrafos, mas deixo aqui este texto (também breve) que me parece muito claro neste momento.


Se você é...

Se você é um vencedor,
terá alguns falsos amigos
e alguns amigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo
Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir
Alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,
As pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você,
mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final de tudo
Será você ... e Deus.

E não você ... e as pessoas!



*Apareceu para mim, o poema, como sendo de Madre Teresa de Calcutá. Mas duvido da vericidade dessa informação (não pela Madre, mas pela quantidade de sujeira na internet). Fica aí a curiosidade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Por um fio



O veneno da cobra é o que produz a cura.
Meu problema está com as pessoas. Minha solução, ali também se encontra.
Os exercícios são simples. Não dá trabalho algum sentar em algum bar, com um alguém (ou vários deles), e observar, e ouvir, e pagar chopp e deixar falar. Também não me é incômodo olhar para os olhos, contar os desvios de olhar durante as mentiras, observar a respiração ofegante em um blefe ou mesmo sentir o tremor da mesa junto às pernas inquietas e, com mais um ou dois erros de português, entender quem é quem neste lugar.
Ouso dizer que não vejo impedimento em ver o que acontece na mesa ao lado (ou em várias delas, por que não?). São coquetéis de comportamentos, falas, gestos e paqueras e besteiras e verdades, e grandes paixões tão pouco levadas a sério. Todo aquele jogo que qualquer tolo me diz que conhece.
Não conhece.
Fora isso, tenho tais outros recursos, que me dão, sim, certo medo. Mas não ligo, reinvento, e lá estou.

A parte que me suja a vida é o resultado de tudo.
O nojo que vem, tão natural, sem eu mover o menor moinho. Aquela repugnância e vontade até de chorar, que disfarço entre um ou outro truque, me domina e vem corroendo, destrói este homem por dentro, dilacera qualquer vontade de ficar.
Isso sem contar que sou dotado de uma tal paciência que nem sei medir com régua: muitas voltas no planeta. Mas enquanto a enganação vence a admiração a qualquer caráter, aquele habilidade de confiar que já não existe, insiste em ter saldo negativo.

Amo trabalhar com pessoas. Mas nunca tive tanta vontade de não estar perto de ninguém.

...

O quê? Ajuda?

Não. Obrigado.

terça-feira, 1 de março de 2011

Tempo de Pausa

O tempo é de pausa.
São tantos pensamentos, uma coragem pra escrever.
Mas não sai.

Então eu penso de novo. Já que não consigo passar para o papel, nem para o teclado (juro que to tentando), me concentro nos pensamentos, nas pirações. Assim, pelo menos estes, eu faço bem.

Tentei ler, pra ver se resolvia. Mas não, minha sensibilidade - de alguma forma - está abalada. Não estou conseguindo sentir as palavras. Ou seja, não adiantou.

Mas acho que é uma fase.
Acho que vai passar.