segunda-feira, 4 de julho de 2011

Flower name

She has a pretty beautiful name. Like the flower, doesn’t matter which, at this moment. The point is that’s a simple name, and it’s sound makes me shiver.

Suddenly she comes. Like this, in the middle of the night, just to talk. “Came just to see how’re you going”, she said, and broke me down immediately. And (I think) she just doesn’t know her power over me – Hope to be write. Praying to be wrong.

And then, on an unavoidable way, she did it: look me in the eyes. The world, as his clocks, stopped for a while, and I felt this like a gift of The Lord: “Son, enjoy that, cause although you can’t do it, I know you want it, and it’s all your fault. Take that, and do what you want with this”. Understood.

So I keep sweeping her with my poor and tired eyes, hungry, but doing it softly: I want to be catched, but not as a moster. Share this.

After that, every single word spoke out by her mouth became good music, better than the best ones. Even knowin’ that it could become an uncontrollable feeling, the fact of choose to be inside this game makes me alive, and not just for a male need, but for an adventure search. It works.

I know that’s not the first time it happened. And I know that the flower can’t do it either, but whatever, she’ll be mine. At this world, at this time, and place…or not.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mesa de Bar

Parece até que não, mas a mesa de bar diz muito sobre uma mulher.

Quando ele chegou, eu já estava ali. O vi lá de dentro, pelo vão da porta, enquanto ele conversava com um amigo qualquer. Suspirei, disfarcei, mas não deu pra desviar o olhar.

Fazia tempo que não via um homem charmoso assim. Em meio a um bar de jazz, que imita pub americano, mas só recebe brasileiro bixo grilo, de repente recebe um homem de verdade! Até dá para se estranhar, não por menos, é claro. Vestia-se casual, mas com um blazer que fazia jus aos cabelos e olhos negros, sorriso bonito, enfim. Meu número.

Meu papo com as meninas era o mesmo. Quintas e Quintas-feiras por aqui, e é sempre a mesma coisa: o ex que não a deixa em paz, a outra que vomita sempre depois que janta porque não gosta do próprio corpo, e eu aqui, morrendo de nervos daquele cara metido agora encostado no balcão.

O jeito que ele segurava aquele hip flask me excitava. Sem explicação, mas eu já me via sendo dominada por aquelas mãos, tirando aquele blazer e mordendo o homem inteiro. Entre outras coisas que não cabem aqui, certamente.

De repente, então, me aparecem dois caras estranhos distribuindo olhares. Este tipo sempre insiste em sentar na nossa mesa, querem comer, e estão esperando uma opinião de quem quer dar. O detalhe é que não precisa de muito para qualquer um deles pensar que vai acabar com qualquer uma de nós essa noite. Azar, porque ainda estou olhando ali para o moço, que não me dá nem um sorriso.

Resolvi dar uma corda para os dois, então. Um deles até que não era tão ruim, não fosse a vontade de mostrar que era irmão de alguém importante, sei lá, quem precisa disso? O outro então, melhor deixar pra lá...

E não é que perdi a oportunidade, mais uma vez?

Olha lá ele, indo embora. O ex futuro homem da minha vida, que dei tempo pra terminar de beber e ainda sair de fininho, e pior: não fiz nada. Eu falo, que quando é pra gente se dar mal, nem Deus impede.

Mas ele vai aparecer de novo, ah, se vai.

Se bem, que eu nunca o vi aqui antes. É, deixa pra lá...

Balcão

Parece até que não, mas o balcão do bar diz muito sobre um homem. 

Chego e encosto. Curiosamente o negão afrodescendente de 1.90m de altura da portaria me reconheceu, e sorriu, recebendo novamente o dinheiro da entrada. As mesmas notas, recém devolvidas.

A garçonete também me reconheceu. Tem dezesseis, dezessete anos, não mais que isso. Guardou minha água, e fiz questão de continuá-la. Perdeu de vender outra água, mas tudo bem, eu sei que ela não tem malícia ainda para isso.

 - Por favor, um copo de vidro.
 - Senhor, não servimos com copo de vidro às quintas.

Respiro.

Quando tiro meu uísque do bolso do paletó, ela se espanta. Não olho em seus olhos nem faço nenhuma expressão, para não interrompê-la. Quero que ela sinta, mesmo. Percebi que foi novidade.

Começa a música, e eu permaneço em silêncio. Quando cheguei, notei as três garotas ao fundo (agora às costas): Morena do cabelo curtinho e bem enrolado, gordinha do cabelo liso, e uma bem, bem branquinha, da boca bonita e com aquela beleza exótica. Claro, é essa.

Não viro para trás em um sequer momento. Cada movimento é preciso, desde o abrir da tampa do cantil – dez voltas para abrir, dez para fechar – ao gole, em si. Bebo, tampo, guardo. Bebo a água em seguida, continuo a viajar em pensamentos, calado. Percebo os olhares, recuso. Preciso.

A banda é horrível. Um jazz muito mal feito, viciado, impuro. E eu ali a ouvir, a entender o que já não se sabe mais para onde vai. Eu, e o João, o Andarilho, de traços negros, dentro do meu cantil. Pois bem.

E é quando chegam dois indivíduos à mesa das três garotas é que tudo fica mais interessante. Faço questão de ouvir as conversas, com algumas frases do tipo “É que eu sou irmão do secretário de cultura”, ou “eu toco na noite, mas estou parado ultimamente”. Asco, eu sinto, mas rio. Meu velho companheiro uísque me faz bem.

Vou longe, ali encostado no balcão. É possível identificar o perfil de cada um que está ali, e ainda sim, sobreviver. Mais uma dose, do vermelho, dessa vez. Lembro de um amigo, a gordinha aqui da mesa cairia perfeitamente ao seu gosto. Mas ele não está aqui, e eu devo respeitar. Rio, sozinho.

Coloco uma nota de vinte sobre o balcão, e olho para a mocinha. Ela me devolve o troco, sabia que não iria me custar mais que isso. Amanhã cedo eu descubro se esta dose extra é vagabunda, ah, se descubro!