segunda-feira, 12 de setembro de 2011

How, buddy?


O momento de encontrá-la está se tornando cada vez mais próximo.
Com isso, surge uma série de questões. Algumas parecem impossíveis, já outras, são simplesmente muito difíceis. Como lidar com todo esse lixo?
Basta olhar em volta para perceber que estamos passando por poucas, e não tão boas. Estamos em um mundo em que cada vez menos é possível admirar as pessoas, seja por seus feitos grandiosos ou - ainda pior - pelo que simplesmente são. Não dá.
Quando foi que tornamo-nos assim, desprezíveis? Ou se sempre fomos assim, tudo bem, quando foi que deixamos de considerar importante esconder?
A imundisse está à solta: na tela, na ponta do lápis dos dedos, no tráfego dos dados. A sujeira inicia nosso dia no rádio e estraga nosso café da manhã. E a responsabilidade cabe a três papéis neste círculo: Quem fez a besteira, quem divulga a besteira, e quem está ouvindo a besteira distorcida - o que será que vai fazer com ela?
As pessoas decepcionam. E então...

Como ensinar?

Como falar a esta nova habitante a respeito do que estamos vivendo, e do que ela vai ver? Do que estamos passando, do que ainda vamos passar, ou - por pior que pareça - como nós já fomos diferentes.
Explicar que para ser alguém bom, é preciso fazer as coisas boas, e fazê-las de bom grado, de bom coração. Que é preciso sorrir e chorar, agradecer todos os dias a Deus, olhar pra frente e, claro, seguir em frente.
Como explicar que vai haver gente que não aprendeu nada sobre isso e que faz exatamente o contrário, ou ainda, que tem outros que nem sabem que essa lição existe. E que mesmo assim, encontramos essas pessoas não tão boas lá no topo, fazendo papel de quem está fazendo seu papel, e que nessa vida, de tantas coisas importantes, o estômago está ali disputando o primeiro lugar. 
Como?
Se sabemos que ganhar é difícil, não podemos esconder. Agora, sabemos também que existe o jeito fácil de ganhar, mas é preciso pisar em algumas cabeças, contar algumas mentiras, e que isso não é coerente com aquela primeira lição.
Ensinar que lealdade é diferente de fidelidade e que, ainda sim, estamos aqui para fazer o bem. Sorrir, e fazer os outros sorrirem também.

Deixa ela chegar, deixa ela viver, deixa ela aprender, e entender que pra estar aqui a gente tem mesmo é que resistir. Senão não dá.

Um comentário:

Velho Santiago disse...

Sabe que me pergunto como um ser que diz ser racional, essa tal de ser humana, não sabe reter valor no que é bom, no preceito do ético, nas restrições morais, e se deloca para os valores opostos à estes, crendo ser eles o guia que deve seguir. E acreditam nele. E de tanto acreditar, penso se eu que não esotu sendo utópico. E quando outro de bom senso encontro, de pensamento alinhado ao meu, sem inverter seus valores, não acredito, e penso ser mentira. E penso qual valor é que está invertido: o meu, dos preceitos morais mas tão dificil de os encontrar em outros como eu, ou os antônimos, tão presente nessa massa humana que só sabe ruminar. Se tais valores são sócio-culturais, meu caro, as práticas dos falsos tornam-os verdadeiros na medida em que são amplamente praticados. E eu já sei que sou minoria nesse mundo. Então?