terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O gato e a gata.

É impossível dizer não. Não há jeito, maneira, de não sonhar contigo a noite inteira [e, claro, acordar sorrindo].

A cor vermelha deixa bem claro a que veio, não faz rodeios, nem tem porque. E é só olhar de rabo de olho e fazer entender que o que corre em suas veias, tem força própria, vem mais que a mil.

É um sorriso bem dado, um sussurro e uma escolha: viver assim. E ao parar e pensar, já me vejo lá atrás - cinco anos, ou mais - a tomar decisões e a morrer toda vez. O preço de sorrir assim é morrer, todo dia, e você sabe bem.

Sabe também, que a beleza é só tua, e que saber usar de verdade é pra poucos. Qualquer saber é pra quase ninguém.

Saber o que fazer com uma pele assim, os óculos quaisquer, mais a cor que se tem, é uma arma mortal. E agora a curiosidade é uma máquina do tempo.

Quando vejo que pensas e pensas direito, que lê e que sonha, que faz qualquer drama pra poder chorar, é que já consigo trilhar sua estrada. E daqueles erros que eu, há pouco, ria, consigo entender porque são, de onde vêm.

Há tanto de mim em seu jovem olhar que não tenho saída, se não, assumir, admirar, apaixonar, me amedrontar. O destino que há para ti, não é bom. Simplesmente assim, pois nenhum pode ser.

Que tu sejas bem vinda ao que há de melhor, que é saber o que faz, quando e como quiser.

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