quarta-feira, 2 de maio de 2012

Boom.

 - E essa inspiração, de onde vem?

 - Simples responder, difícil mesmo é querer trocar. Vem da dor, minha jovem. E é da dor que nascem todas as coisas bonitas: as grandes paixões, os amores intermináveis, as viagens inesquecíveis, as guerras pelas razões mais óbvias...

 - Peraí, as guerras? O que elas tem de beleza?

 - Qualquer guerra, por menor que possa ser ao lado de fora, tem sempre o dom de parecer eterna enquanto dura para quem está dentro. Tem dois lados (ou as vezes, até mais), disputando por um sentimento, um ideal, uma linha de pensamento, pelo poder...tantas coisas.

É onde o ser pode dar o máximo de si, pois sabe que suas chances alternam rapidamente entre vencer e morrer. Morrer significa abdicar-se de tudo, e pode ler pra entender, que nenhuma guerra até hoje terminou porque alguém desistiu no finalzinho.

Agora veja: uma grande guerra não é a cara de um grande amor?

 - Preciso de mais café, você bagunçou minha cabeça.

 - Ah, e claro, como pude me esquecer? Agora sim, posso dizer: a inspiração é um coquetel, uma bomba atômica.

Feita de dor, e de café.

Nenhum comentário: