terça-feira, 17 de julho de 2012

Isso.

Não se trata de um local específico. De pessoas em questão, carros, prédios, paisagens ou coisa assim. Menos então de alguma música, cheiro, dizer.

Trata-se disso.

Basta somente chegar. E o chegar, repito, poderia ser aqui ou em qualquer outro lugar. Mas, desde que exista a sensação.

E este é o ponto principal, disso tudo. 

Buscar dentro de si qualquer semelhança com a realidade não irá trazer nada de volta. Não é necessário [ainda bem]. Porém o resgate de uma emoção até então esquecida, uma maneira de pensar e arquitetar as condições, que foi simplesmente ignorada - mas que no passado era tão bem feita - mostram tanto, tanto.

No geral, as coisas não mudam muito. Aliás, mudam aquelas que não deveriam mudar, e permanecem as que efetivamente importam. 

Embora a vida não seja, lá, tão surpreendente, o já conhecido - quando encarado de maneira sutil - se torna, então, fabuloso.

É isso.