quinta-feira, 16 de maio de 2013

O caso é grave.


Poucos entenderão minhas notas.
Poucos entendem o que sinto.
Quase nenhum imagina qual foi a minha necessidade de ter caixas de som assim, da minha altura.
Mas a verdade é que é complexo demais pensar que tudo pode ser tão simples. 
E que a cada nota que eu bato, ali, é um "Eu te amo" que ficou preso na garganta, e foi mandado então para a ponta dos dedos. Que vibrou sem cessar, e que foi embora, pra todo mundo ouvir e sentir bater no peito.
O caso é grave. E bate no peito, e faz você sentir que a música move o mundo.
E o que move a música, afinal?

Eu movo.

A cada dor que sinto, a cada desencontro, a cada vez que ligo e a ligação é interrompida; a cada vez que declaro meu amor e todas aquelas palavras ecoam - tamanho o silêncio; a cada vez que imagino e traço mil planos e a realidade vem me mostrar o significado do nunca. 
É assim que a música sai. A música sai quando a dor e a desilusão entram e insistem e ficar temporadas.
Me frustra em saber que este texto, ainda sim, não será capaz de explicar. Que enquanto você não estiver ali, atrás daquelas centenas de watts de potência e bater uma nota sequer, não saberá a força que tem um verdadeiro sentimento. 
Eu movo a música porque enquanto você sente bater "tum" no seu peito, o mesmo tum me faz sair do chão no palco, levitar, sair do meu corpo e voltar em instantes, ensandecer, transcender aquilo que você pensa ser o limite.
O caso é grave. E toca a alma e consegue, de maneira intensa e única, ir ainda mais longe.

O som do meu baixo toca o centro da terra.

E toca assim porque você, enfim. Existe.

Um comentário:

N. Ferreira disse...

UOW!
UOW master. Só a música mesmo, porque os versos são incertos e insuficientes. As palavras não conseguem expressar. Aí a música preenche.
Meu amigo, que puta nota vc mandou agora =)