quinta-feira, 4 de julho de 2013

A casa e a vista do nascer do sol.

Interior de Minas gerais, Junho de um ano qualquer. Seis e pouquinho da manhã...



 - Ai, menino, de novo essa música?
 - Não é demais, guria?
 - Não! Hunf...quero dormir
 - Tá bem, mas vai ter que dormir ouvindo a Sinfonia Inacabada
 - Morra, Schubert!
 - hahahahah, vem pra cá vai, olha essa vista do sol! Tem café aqui também
 - Hum, café?
 - O meu, ainda, imperdível.
 - Bobo. Esse sol tá lindo mesmo.

Um gole de café...

 - Este sol demorou...
 - É inverno, o que você queria?
 - Não, falando sério. Custou tanto pra gente ver o sol daqui de cima. Longe de tudo.
 - Ah...ah. Eu sempre soube que conseguiríamos.

Silêncio embaraçoso...

 - Pára a música, pega o violão!
 - Você dança?
 - Não sei dançar mais sem você, menino.
 - Claro que sabe. Dança pra mim!

E aquela dança ao som de simples acordes foi delicada, leve e sensual. Fazia frio, então ela dançava de moletons e com a blusa de lã que ele usava pra dormir, mas vá lá...

 - Que delícia...posso tocar este violão o dia todo, se você dançar assim
 - Não, tenho planos pra nós
 - Hein?
 - Vem cá!



 E o resto do dia, o resto da vida, se explicam por si.



Um comentário:

Mayra Coimbra disse...

Oi, adorei seu blog. A forma como você escreve é leve e delicada. Carregado de sensibilidade. Ficaria por horas lendo seus textos, mas preciso ir deitar. Amanhã retornarei a lê-lo.
Se puder, dê uma conferida no meu:
http://mayrarcoimbra.blogspot.com.br/
Abraços,
Mayra