terça-feira, 2 de julho de 2013

Hora de voltar

Chega de procrastinar. Já não há nada a fazer aqui fora.

Lembro-me muito mal de porque fui entrar no meio de toda essa gente, e essa não-busca por coisa nenhuma passou a me torturar. O que é que este meio, de fato, veio a me oferecer?

Em meio a uma reflexão, me pego em um tempo em que observava demais, lia demais, pensava demais e falava de menos. Por Deus, quando foi que comecei a falar tanto assim? Até tenho uma teoria: percebi que estava num meio onde não tinha muito a aprender, e então, passei a ensinar. Palestras em mesa de boteco, verdadeiros monólogos durante um almoço qualquer. 

Foi então que passei a não suportar mais ouvir minha própria voz, mudei meu sotaque, empobreci meu vocabulário, mudei meu olhar, enfim. Mas hey, por que ninguém me avisou? Aqui não é mesmo pra mim.

É hora de voltar pra selva, onde os perigos são muito maiores porque são só meus, e porque já estão aqui dentro. Onde o filtro é gigante e, sim, tão blasé quanto precisa ser. Onde, por fim, posso muito mais ouvir do que falar, aprender do que ensinar.
É tempo de olhar pra dentro. Ao contrário do que em minha ultima visita - onde a selva estava bagunçada e perigosa - hoje vejo um grande campo vazio e devastado. Não há muito o que explorar, o que em compensação, mostra muito espaço pra se colocar o que quiser. Melhor [re]começar do jeito certo, então.

Que eu seja bem vindo de volta. Trazendo apenas o sorriso da garota confusa e cheia de esperanças no peito, tenho fome de silêncio e sede por tudo o que há de novo. E com certeza há.

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