sexta-feira, 25 de abril de 2014

Do not come back




Das tantas mudanças que ocorreram quando resolvi resolver minha vida até que minha pele, minhas veias, minha cabeça e meu coração não aguentem mais – sim, nesta ordem – há uma que ainda mexe comigo, volta e meia. O tal do dinheiro.

Principalmente quando me deparo com fatos como o de hoje. Recebo uma foto de um amigo, feliz e solitário, saindo da loja da Harley com sua nova aquisição. Tomara que eu não precise dizer a você qual é. Mas preciso contar a história dele, e o episódio da minha.

Na ocasião, resolvemos nos candidatar à mesma vaga. No maior estilo “que vença o melhor” de vida. O resultado? Empatamos. Acontece que este tipo de processo é lento, e durante o intervalo entre a prova inicial e a entrevista final, eu já estava me transformando, e me apaixonando cada vez mais pela vibração das cordas do meu contra-baixo. Inevitavelmente, e mais que cordialmente, cedi. Não fui à entrevista final. Entreguei o premio – e não estou falando da vaga, me entenda – de bandeja. Meu amigo, claro, aceitou. Fim.

Tenho sempre que me lembrar disso: eu escolhi não andar de moto sem rumo pelas estradas maravilhosas deste país. Escolhi e escolho todos os dias, quando vivo o que eu vivo.

E eu posso, sim, listar os benefícios – como tem qualquer escolha, naturalmente. Mas não vou fazer isso, porque não estamos falando de disputa. Estamos falando apenas da crise, da instabilidade, que (por Deus!) não sei por quanto tempo ainda terei que ser forte e seguir com ela.

A crise acontece ainda, vez em quanto, e se ainda estiver aqui, saiba que vai continuar ouvindo falar dela. Até não ouvir falar mais, não repentinamente. 

No mais, Hit the Road, Jack. Nos vemos no fim da Estrada.

Um comentário:

Anônimo disse...

“Demore o tempo que for para ver o que você quer da vida e depois que decidir não recue ante nenhum pretexto porque o mundo tentará te dissuadir”