quinta-feira, 12 de maio de 2016

Hawaii

Depois daquele rito pós reencontro, enfim Raíssa levou Ricardo ao seu apartamento.
Quando ele colocou os pés pra dentro, já sentiu uma energia diferente, sintonizada, gostosa. Ali era o lugar.
E não podia ser por menos, afinal, aquela visita já era uma dívida há pelo menos onze anos...até que veja só, aconteceu.
Tiraram os sapatos, um tapete peludo que cobria toda a sala fez Ricardo se sentir nas nuvens, observando rapidamente a varanda, e se jogando no sofá inteiro branco, pronto pra ser manchado com todo o vinho que aquela noite pedia. E olha que ainda eram pouco mais de seis da tarde...
Raíssa guardou as garrafas na geladeira, e voltou toda charmosa com duas cervejas nas mãos: - "A próxima é sua, bonitão!" - Com um shorts curto o suficiente pra provocar e uma blusinha bem a vontade.
Ricardo respirou fundo depois de observar cada centímetro daquela pequena mulher e só conseguiu dizer uma palavra:
 - "Saúde!"
Era um brinde e tanto.
Assim, em duas ou três horas - sabe lá! - foram quinze garrafas e setecentas histórias. Agora com os dois já alegres o suficiente pra saírem cantando Frank Sinatra pelas ruas de NYC, a música lá fora já nem incomodava mais. As palavras foram se acabando naturalmente, dando lugar às mãos que se tocavam, envolviam a nuca e o rosto, deslizavam por onde podiam ir.
Raíssa suave e leve, em um rápido movimento, já estava sobre Ricardo. Sentou sobre seu colo com as pernas abertas envolvendo sua cintura e entrelaçando pelas costas, passou a mão pelo seu pescoço e deu-lhe então um beijo bom. Não há outra definição para esse beijo. Quando a vontade já é tanta que ultrapassa a barreira da avaliação,
Logo, os dois se moviam tão sincronizadamente que já se sentiam completamente conectados mesmo com tanta roupa ali naquele espaço.
Ricardo se levantou e Raíssa já estava de joelhos, pronta. Tirou sua blusa pra libertar seus instintos e logo ja o possuía em sua boca, enquanto massageava suavemente suas honras e tentava engolí-lo por inteiro. Nada fácil, o que deixava tudo ainda mais excitante.
As calças de Ricardo já haviam se rendido, todas jogadas no chão...e ao mesmo tempo em que olhava para o teto e fechava os olhos quase enlouquecendo com a situação, levantou Raíssa com sua força milimetricamente calculada a colocando agora de costas para si - enquanto puxava seus lisos cabelos loiros e mordiscava seu pescoço - fazendo suas pernas tremerem, sua virilha se lambuzar de sua vontade, seu corpo arrepiar e pedir mais, e mais, e mais...
Agora, então, sem sinal de qualquer pano, Raíssa levou aquele homem de quase 1.90m para seu quarto. Abriu as janelas e, toda nua, abriu as cortinas...
 - Hoje os vizinhos saberão o que é um reencontro memorável!
Debruçou-se então de joelhos na cama, com as mãos na janela, e pediu...implorou, com um charme e uma delicadeza quase francesa...
 - Vem...com tudo!
Ricardo só pensava nas mil formas de possuir aquela mulher, tão pequena e sensual, feita para seus moldes: todo grande.
Seguiu e, com os movimentos certos, chegava até o fundo de Raíssa, agora já em êxtase e totalmente amolecida. A linda e loira tremia enquanto sentia Ricardo deslizar por dentro...suas mãos acompanhavam, deslizando sobre suas coxas e apertando seu quadril. De repente uma mão vinha e puxava seu cabelo com a força suficiente para que pudesse sentir Ricardo novamente lá no fundo. Prazer e dor, uma loucura indescritível.
Raíssa terminou a noite em seu ápice por três ou quatro vezes, amolecendo suas pernas e perdendo os sentidos, caindo de sono, adormecendo no sono dos justos...
Até acordarem pela manhã. Entrelaçados, grudentos e grudados, em toda a sua essência.
A vida não demanda explicações para o que é pra ser.
Assim, será.



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